Há tempos, quando eu era uma criança,
queria ser de tudo no Natal:
queria ser Maria, casta e mansa!
Queria ser o sino da esperança
no alto da torre, o som celestial!
Ou ter dos três Reis Magos a pujança,
fazer da estrebaria meu fanal.
O tempo sepultou meus sonhos vagos:
não quero mais ser astro nem ser sino
por sobre a monjedoura do Menino;
não quero mais todo o ouro dos Reis Magos
nem quero ser maria, casta e mansa:
queria ser apenas a criança...
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