QUANDO

Quando somos inundados pela Poesia
já não somos pobres humanos:
deixamos de ter olhos, boca, ouvidos,
não temos mais pernas nem braços;
tornamo-nos criaturas
sem rosto, sem mãos, sem pés.

Não precisamos mais de voz,
só de música.

Quando a Poesia toma conta,
somos de um outro mundo:
pairamos em alguma nuvem
e o teto é azul!

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