TALVEZ

Eu não pude viver entre os teus braços
e em teus braços não pude adormecer.
Não vieste tirar os meus cansaços
e teu corpo, no meu, não pude ter.

Do teu rosto ficaram alguns traços
que eu em sonhos ainda posso ver.
Preencheste-me todos os espaços
mas partiste... hoje busco te esquecer.

Não te encontro na cama em que me deito,
desejando dormir sobre o teu peito...
De saudade, acabei de enlouquecer!

De loucura em loucura ouço os teus passos...
Se não pude viver entre os teus braços,
nestes braços talvez possa morrer...

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